SALMONELLA ENTERITIDIS E TYPHIMURIUM

O QUE DIZ A LEGISLAÇÃO SOBRE SOROTIPAGEM DE SALMONELLA

Em atendimento à Instrução Normativa nº 60 e à Resolução – RDC nº 331 da ANVISA, publicadas em 23 de dezembro de 2019, os produtos com “carnes de aves nas categorias específicas de: carnes ou miúdos crus, temperados ou não, refrigerados ou congelados; produtos cárneos crus à base de carne moída ou picada de aves, temperados ou não, embutidos ou não, refrigerados ou congelado (hamburgueres, almôndegas, empanados crus de rotisseria, linguiças frescais)” devem ser monitorados para sorotipagem Typhimurium e Enteritidis.

Em julho de 2017 uma pesquisa brasileira foi publicada na ScienceDirect que revela a presença de uma estirpe altamente patogênica de Salmonella Typhimurium no Brasil. Casos de doença por contágio, através de alimentos contaminados, reforçam a importância da sequência rigorosa dos decretos determinados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), que institui Normas Técnicas.

Salmonella spp. é o gênero de uma bactéria originária de duas espécies (S. enterica e S. bongori) e diversas sorotipagens patogênicas como: Enteritidis, Typhimurium, Gallinarum e Pullorum, as quais são contaminantes de alimentos derivados avícolas.”

Ao verificar a condição sanitária dos lotes para abate de galinhas e perus se pede o monitoramento e controle, nos estabelecimentos, para Salmonella spp.. Há adoção de medidas de controle específicas para as sorotipagem Typhimurium e Enteritidis por serem patógenos humanos e para Pullorum e Gallinarum, patógenos animais.

Para tanto, os estabelecimentos precisam manter um conteúdo protocolado de gestão de risco, com base no que se sabe sobre os sorovares de Salmonella spp, assim como se manter atualizado sobre as ações de monitoramento e controle.